sexta-feira, 28 de outubro de 2022

Densa penumbra

 A cada dia que se passa

Me distancio da raça humana

Um vazio ainda me persegue

Sentimento frio que do peito emana


Tenho lembranças das quais nunca vivi

Flashbacks borbulham na minha mente

Se por ironia do destino desse certo

Como será que estaria a gente?


Gastei todas as fichas cedo demais

Apostei coisas que eu nem tinha

Me perco dentro de mim mesmo

Com subjetividade nas entrelinhas


Objetos inanimados me observam

Angustiado, um tanto quanto prostrado

Sem forças para recomeçar

Algo destinado a dar errado


Me tornei frio como a neve

Imerso em uma densa penumbra

Embalsamado e preso neste plano

Escritos vazios em uma tumba


Ass: Flipper