terça-feira, 8 de setembro de 2009

Novos Tempos

O céu parcialmente nublado
A ave busca pelas migalhas
No seco ou no molhado
Em um voar quase incessante

Logo o sol se abre
Aquecendo as suas negras penas
Permitindo que ao meio-dia
Em uma árvore repouse serena

Continuando sua jornada
Ela se junta ao seu bando
Entre as nuvens batem asas
E emitem um belo canto

Porém, em um certo dia
A rara ave se decepciona
O campo sobre o qual voava
Já não tinha a verde grama

No lugar das grandes árvores
Estavam vários troncos deitados
As máquinas trabalhavam
Transformando tudo em pasto

A ave vendo tudo isso
Perdeu o sentido da vida
Pousando no solo ela deita
E fica pra sempre adormecida

Ass: Flipper

3 comentários:

  1. Sempre a mesma história, homens e suas máquinas... suas idiotas e estúpidas máquinas.
    Não percebem que não são os únicos nesse planeta, dizem : "Fodam-se os animais inferiores" e fica por isso mesmo já que nenhum animal tem capacidade de competir com um tiro de .762. Mal posso esperar pela reação natural que vá destruir todo esse inferno ao qual participamos.
    Yours,
    Mascarado.

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  2. Novos tempo... Tempos de Guerra e Destruição... O fim está próximo...

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  3. Bom , para isso que tem seres pensantes, críticos quanto ao crescimento e inovação tecnológica, consumismo programado e falta de sustentabilidade.
    O fim não está próximo, as pessoas tentam mudar o mundo, mas antes não percebem que tem que mudar o seu próprio mundo.
    Até quando vai ficar levando porrada ?

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