quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Louco

Tremo, não consigo segurar uma xícara de café sem derramá-la
Minhas pernas tremem, não consigo ficar em pé
Não posso me deixar vencer por isso
Por mais que meu corpo esteja fraco, tenho que reagir

Vejo sombras ao meu redor, estão me pedindo algo
Não posso dar minha alma, é o único bem que tenho
Não me persigam, vou conseguir fugir
Não me sigam, me deixem, corro!

Me escondo debaixo da cama, me encolho
Mas sinto calafrios, vocês me encontraram
Grito! Me apavoro. Fujo.
O número de sombras aumenta

As lâmpadas se apagaram e a escuridão me persegue
As sombras criam forma, são pessoas deformadas
Pessoas acidentadas que perderam sua alma em alguma tragédia
Crianças, idosos, mutilados, desorientados procurando uma alma
Uma chance de voltarem para este mundo

Não posso dar minha alma, é meu único bem, repito
O desespero me invade, ouço vozes, choros, dores, agonias
Vozes, sombras, pessoas mutiladas, crianças órfãs
Não tem onde me esconder, só me resta gritar e correr
Quebrando o que me aparecer

Algo me prendeu, algo me capturou, estou imóvel
Não são as mesmas sombras que vejo
São pessoas de branco, homens fortes, vejo uma seringa
Sinto ela e perco aos poucos a visão, enfim, não estou mais atormentado

Acordo, estou em uma sala branca, sozinho
Não vejo nada além de paredes incolores
Não consigo me movimentar, meu braços estão presos a uma camisa de força
Estou louco? Não. Não! Não?!!

Gostaria que as sombras me tirassem daqui
Lhes dou tudo em troca da liberdade
Lhes dou a alma, porque a liberdade foi algo que perdi
E agora eu que recorro a vocês

Masked Man

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