"Muitas vezes as pessoas chegam ao final e encontram a felicidade, mas não percebem,
pois estavam cegas em sua paixão e por não conseguirem o que tanto queriam no início
da floresta- labirinto passam a desprezar tudo o que vem pela frente. É o chamado prêmio
de consolação, a maioria das pessoas é feliz, mas considera a felicidade apenas um mero
prêmio de consolação." A teoria do prêmio de consolação
Algum tempo se passou e as coisas mudaram. O filho de Ben Afleck e Rosemund Pike nasceu,
é uma criança linda e calma como o pai, só chora mesmo para mamar, é um bêbe adorável
que de vez em quando aparece em fotos no istagram da titia e do titio, irmãos do Ben Afleck
e vai a igreja todos os domingos com a vovó.
O bêbe mora com a mãe, mas quase todos os dias ela o deixa na casa do Ben Afleck pra ir trabalhar,
ele acaba ficando por lá a maior parte do tempo. Na prática ele vive com o pai. Ben Afleck aparentemente
é o melhor pai do mundo, sua forma de amar o bebezinho não condiz com o ódio que sentia no fim do
primeiro filme.
Pra começar isso já é estranho, o clima desse filme é muito estranho na verdade, pois da uma impressão
de que as coisas se resolveram muito facilmente e de uma maneira bastante simples. A Rosemund Pike,
está extremamente humilde, educada e principalmente amável nesse filme, ela trata o Ben Afleck com um afeto que
causa estranheza.
Os primeiros 20 minutos de filme desconstroem completamente a premissa criada no primeiro. Fica a impressão
de que se eles ainda não estão vivendo um romance, isso vai acontecer a qualquer momento. Soa falso. A sensação
que fica é a de que: ou eles enganaram a gente no primeiro filme ou tem alguma coisa muito errada acontecendo.
E você se pergunta, o que foi que aconteceu? Por que diabos, eles estão juntos?
De repente uma sena de sexo, extremamente forte, no real sentido da palavra, não é um sexo bonitinho ou
um amor, é forte mesmo, pega o público desprevenido, mas não é de graça, na verdade é a única coisa
que parece verdadeira até então e diz muito sobre o relacionamento dos dois.
Na sequência um flash back que oferece uma explicação ao público: Rosemund Pike conta ao Ben Afleck
que desenvolveu uma espécie de depressão na gravidez, talvez por causa dos hormônios, cumulado com os
problemas e a rejeição, passou a tomar nojo da cara das pessoas. É uma explicação simples, porém satisfatória,
soa como uma espécie de auto defesa, antes de ser julgada e odiada, ela odiava primeiro. Diz a ele, que se
arrepende por o ter magoado e que se pudesse voltar no tempo faria de tudo pra não perdê-lo e que o ama,
e que sente sua falta. Em fim, estão juntos de novo.
Passado essa primeira parte, o filme passa a contar sua história. Até então, o filme executou um trabalho
excelente em carregar o mistério e a curiosidade dos expectadores, mas a partir desse momento, a história
muda de foco, o que parecia falso, agora passa a fazer completo sentido. Rosemund Pike, ao contrário do
filme anterior não carrega várias camadas, não passa em momento algum a ideia de ambiguidade ou de que guarda
segredo, pelo contrário: se mostra uma mãe afetuosa, guerreira trabalhadora e uma namorada exemplar, que
demonstra mais carinho do que deveria, talvez pra compensar o sofrimento que causou ao namorado nos últimos
9 meses. No entanto, quem guarda segredos nesse filme é o Ben Afleck.
Falta uma semana pra se formar no curso de Direito. A formatura é o marco divisor, a todo o instante o Ben
Afleck deixa claro que depois da formatura as coisas vão mudar. Você tem de se lembrar do primeiro filme,
de como o Ben Afleck esteve na merda: de que passou metade do ano sem carro, de que quase não tinha dinheiro
pra ônibus e que de vez em quando, quando conseguia uma verba pro transporte, acabava mesmo assim indo a pé
pra faculdade pra economizar e tomar cerveja barata no fim de semana. Tem de se lembrar de que ele foi
abandonado por todo mundo que amava, família e namorada e que teve de encontrar forças num sei a onde para
vencer. De que ele sozinho, estudando sem livros, pelo you tube conseguiu passar na prova da ordem e agora
estava a uma semana de se formar.
É claro que ele não engoliu essa desculpa da Rosemund Pike. É o que você pensa, mas na verdade ele
engoliu, a questão não é essa. A questão é que no fim do primeiro filme o Ben Afleck havia entendido o que
de fato a Rosemund era: " uma pobretona, ignorante, quase analfabeta, que vive de pequenos golpes só iria
fazer mal a ele".
Antes ele não percebia isso por amar demais, depois quando passou a oidá-la percebeu. E agora ele amava ela
de novo, mas não conseguia amar tanto e nunca mais conseguiria, agora ele sabia exatamente como ela era
e sabendo disso, nunca mais poderia amá-la como antes.
O último ato do filme remete a um poema escrito pelo Ben Afleck em seu blog chamado "a teoria do prêmio
de consolação". Segundo esse poema, as pessoas vivem em uma floresta em formato de labirinto e só
conseguem enxergar em linha reta. A floresta é perigosa, mas cheia de encantos. A solidão e as dificuldades
tornam as pessoas frágeis e suscetíves de se apaixonar por qualquer coisa que traga paz. Mas como não conseguem
ver o final do labirinto, pensam que aquilo é a coisa mais perfeita que existe e não conseguem caminhar pra
frente. Porem são obrigadas a continuar e cada nova curva do labirinto se deparam com presentes e dádivas e
outras possibilidades, porem não se encantam com nada mais, pois somente se preocupam em lamentar com o que
ficou pra trás. No final, as pessoas encontram a verdadeira felicidade, mas as vezes nem percebem de tão cegas
e consideram a felicidade um mero premio de consolação.
O Ben Afleck não sabe ao certo o que seria sua felicidade e o que seria seu premio de consolação. Em determinado
momento ele pensa que a vida lhe deu uma oportunidade de seguir em frente e ter um futuro brilhante como advogado
e conhecer outra pessoa que realmente lhe de valor, mas ele passou 9 meses considerando esse presente da vida
como um prêmio de consolação e lamentando por ter perdido a Rosemund Pike. As vezes ele pensa exatamente o contrário.
O filme começa e termina a uma semana da formatura do Ben Afleck. Termina deixando a dúvida na cabeça dos
telesoectadores e do Ben Afleck sobre o que virá em seguida. Mas a certeza de que a formatura (talvez um
terceiro filme) será o divisor de águas. Depois da formatura, tudo será diferente.
por Chaves
domingo, 29 de novembro de 2015
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
Unidos pelo destino
Imagine-se em um sonho
Onde não houvesse fim
Eu e você inseparáveis
Saiba que me sinto assim
Quando duas almas
Se assemelham muito
Elas tendem a se encontrar
Em algum momento fortuito
Vendo que nada é perfeito
Todos temos nossas cicatrizes
Darei valor a sua existência
E ainda seremos felizes
Ass: Flipper
Onde não houvesse fim
Eu e você inseparáveis
Saiba que me sinto assim
Quando duas almas
Se assemelham muito
Elas tendem a se encontrar
Em algum momento fortuito
Vendo que nada é perfeito
Todos temos nossas cicatrizes
Darei valor a sua existência
E ainda seremos felizes
Ass: Flipper
Felicidade Plena
Aquele beijo inesquecível
Ao apagar das luzes
Foi de uma felicidade plena
Por dentro dos capuzes
De maneira transcendental
Sentimento inexplicável
Num segundo me conquistou
Com seu olhar fixo e afável
Estar vivo valeu a pena
Passou um filme na mente
O vazio da minha alma
Sumiu tão de repente
Ass: Flipper
Ao apagar das luzes
Foi de uma felicidade plena
Por dentro dos capuzes
De maneira transcendental
Sentimento inexplicável
Num segundo me conquistou
Com seu olhar fixo e afável
Estar vivo valeu a pena
Passou um filme na mente
O vazio da minha alma
Sumiu tão de repente
Ass: Flipper
Estação Final
A madrugada segue fria
Fria dentro de mim
Não aprendi a lição
Que tem de ser assim
Numa estação rodoviária
Esperando o ônibus chegar
Sem pessoas, sem amor
Sem aquele breve olhar
Parado por alguns segundos
A realidade me puxa de volta
Interrompe o fluxo sanguíneo
Meu olhar fixo na porta
Mas você não a abre
Nem sequer lembra de mim
Não aprendi a lição
Que tem de ser assim
Ass: Flipper
Fria dentro de mim
Não aprendi a lição
Que tem de ser assim
Numa estação rodoviária
Esperando o ônibus chegar
Sem pessoas, sem amor
Sem aquele breve olhar
Parado por alguns segundos
A realidade me puxa de volta
Interrompe o fluxo sanguíneo
Meu olhar fixo na porta
Mas você não a abre
Nem sequer lembra de mim
Não aprendi a lição
Que tem de ser assim
Ass: Flipper
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