Bom o que vou contar é extremamente controverso, tudo se passa em fração de segundos, naquele momento eu estava com a mão na perna dela, o ombro dela tocava em meu queixo todas as vezes que ela fazia o movimento de tragar o narguilê.
Eu não sou de narguilê, mas quando cheguei foi a segunda coisa que ela me ofereceu depois do whisky, não teve como recusar. É claro que eu tossi, era errado, tudo aquilo era errado.
Consciência pesada? Bom, poderia escrever mil parágrafos pra tentar explicar, mas em resumo, em certas ocasiões nem consciência eu tenho, em outras sou uma pessoa normal. As vezes liberto o hap que tem dentro de mim (hap é o vilão mais sádico que conheci, trancafiou cinco pessoas em seu porão por sete anos, um sequestrador, um carcereiro, um ladrão de mentes, um assassino, mas acima de tudo um cientista, um viajante, um explorador, de certa forma, o trabalho do hap não é desnecessário).
Ela me perguntou se eu já tinha pegado a menina que estava na nossa frente? Se isso aqui fosse um filme, nesse exato momento a câmera faria um movimento de 180 graus até chegar ao casal a nossa frente se beijando.
Ele, nosso amigo em comum, fez faculdade comigo, foi ao Mato Grosso comigo em uma louca viagem de carnaval, me levou pra Caldas Novas cerca de uns 03 meses atrás, ocasião onde conheci a Raisa.
Ela, bem, já contei um pouco sobre ela aqui nesse blog, reconheceria esse sorriso em qualquer lugar do mundo, aquela garota legal, que agora sorria para o meu amigo.
Respondi no ouvido da Raisa que "já tive uma história com ela no passado". Não satisfeita ela me perguntou "mas você pegou mesmo? mesmo?" Porra Raisa, não vacila! (claro, eu pensei, não falei isso alto)... é aconteceu isso mesmo, Raisa.
Então o que acontece a seguir é extremamente controverso e (tirem suas próprias conclusões) a garota do sorriso disse que minha namorada não deveria nem existir, que eu não deveria ter ido a casa dela aquele dia e a levado ao hospital, que deveria ter ficado no sul bebidas, que tudo seria diferente.
Neste ponto acho que a Raisa se sentiu mal.
Recapitulando, horas antes eu estava aqui em casa estudando, disseram no grupo que a Raisa queria me ver, é meu último fim de semana em Goiânia. A princípio eu ignorei.
Depois a Raisa mandou a localização do Alabama e disse que estava rolando um open bar. Eu ignorei.
Me mandaram mensagem no privado dizendo que se eu não fosse até lá a Raisa ia subir na caixa d'agua. Continuei estudando.
Então ela enviou novamente a localização, sem dizer mais nada. Segui estudando, mas disse que talvez mais tarde apareceria.
A quarta localização já era a casa do meu amigo, onde essa história se passa, a Raisa disse que estavam indo pra lá e me praticamente me intimou pra ir. Porra, ninguém é de ferro, a essa altura eu já tinha liberado o hap que tem dentro de mim.
Quando cheguei a Raisa me recebeu com um copo de whisky muito bem feito e narguilê. Estávamos ali meio que "de casal" os quatro.
Até então não tinha acontecido nada a não ser a mão na coxa, os dedos entrelaçados. Este poema, se é que se pode chamar assim, serve pra provar minhas suspeitas e finalizar de vez a história que nunca deveria ter sido contada sobre aquela garota legal, que estava ali do outro lado da mesa agarrada no nosso amigo.
Aquele grupo "viagem de Caldas Novas" que depois se tornou "histórias de Caldas" meio que não servia pra mais nada além de eu mandar localização e escrever "bora, Raisa!" sempre que eu ia pra algum lugar.
Os outros pensavam que eu era a fim dela, mas eu acho que mandava isso só de zuação mesmo, as vezes mandava até quando estava com minha gata.
Até que aconteceu isso. Bom nesse dia a Raisa me mandou localização quatro vezes e chegamos ao ponto da história em que em uma fração de segundos, estava eu ali, com as mãos na perna da Raisa fazendo carinho, ela tragando o narguile, tomávamos whiske no mesmo copo, em fim...
Acho que ela me mandou aquelas localizações também de curtição, igual eu sempre fiz, acho que rolou um sentimento recíproco de curtição, meio que ninguém entendeu, todos botaram pilha, todos pensaram que ia rolar (todos inclusive o hap que tem dentro de mim).
Mas todos os momentos que encostei minha bochecha na dela e beijei seu pescoço, todas as vezes que tentei soltar aquele "vem cá?" ela me interrompia, ela me impedia, ela me lembrava da minha namorada.
No dia seguinte eu saí do grupo. A noite falei com a Raisa, pedi pra ela o nome do tio dela ou o número do processo pra dar uma olhada, ela me agradeceu pela atenção e me perguntou porque eu saí do grupo, respondi que era pra estudar, que minha prova estava próxima.
A Raisa me colocou novamente no grupo e até o momento ninguém deu um pio por lá desde então/ até então. Então acho que por enquanto este é o fim.
por Chaves
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