quarta-feira, 20 de dezembro de 2023

Soneto laudatório a Selene, deusa da lua, rainha da noite e do silêncio

Eu clamo a ti, donosa e nívea nume
Que rege a lua, seu ameno leito,
Argênteo e tácito olho, a mim afeito;
Da noite, puro rosto, guapo lume.

Então, Selene, escute o meu queixume:
Convide Leto a meu jazigo estreito;
Amaine a estafa em meu arfante peito;
Derrame em mim o sono, seu perfume!

Descenda, diva, e traga a mim Morfeu.
Oferte a mim estrelas, seu ornato,
Quiçá, durante o sono eterno meu;
Quiçá, até convide Nix ou Tânato.

Selene, deusa, dê-me o elixir:
Assim, igual a Hélio, vou dormir.

Ass: Wally

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