O vilancete insalubre
Faz do desgosto, a delícia;
Faz da pureza, a malícia.
Prende-me o teu ser medonho;
Mamo na sua podre ubre,
Cativo em seu culto lúgubre;
Mas, não obstante, me exponho
Ao legítimo sonho:
A tua suja carícia...
Faz da pureza, a malícia.
Em meu sangue ela se banha.
Não fecho os olhos, não ouso.
O teu veneno gostoso,
Seu licor doce de aranha;
Retrata a teia castanha,
Essa terrível notícia...
Faz da pureza à malícia.
Ass: Wally
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
Soneto Carmesim
Eu lamento quando o pranto é vermelho
E de lágrimas que rasgam o meu rosto;
Deixa-me o interior aberto e exposto;
Imagem que recuso ver no espelho.
Transforma o maior homem num fedelho,
Trazendo-lhe o inverno teu de agosto;
Inverno que me faz tão indisposto
Que um frio beijo seu nunca aconselho.
Temeroso e perdido em seu cabelo;
Confuso, sem nenhuma direção;
Procuro a chave para poder tê-lo;
A chave de meu lar, seu coração.
Pensei ver o sol, vi carmesim, gelo.
Mas se amar sangra assim, sangra-me então.
Ass: Wally
E de lágrimas que rasgam o meu rosto;
Deixa-me o interior aberto e exposto;
Imagem que recuso ver no espelho.
Transforma o maior homem num fedelho,
Trazendo-lhe o inverno teu de agosto;
Inverno que me faz tão indisposto
Que um frio beijo seu nunca aconselho.
Temeroso e perdido em seu cabelo;
Confuso, sem nenhuma direção;
Procuro a chave para poder tê-lo;
A chave de meu lar, seu coração.
Pensei ver o sol, vi carmesim, gelo.
Mas se amar sangra assim, sangra-me então.
Ass: Wally
Assinar:
Comentários (Atom)