O vilancete insalubre
Faz do desgosto, a delícia;
Faz da pureza, a malícia.
Prende-me o teu ser medonho;
Mamo na sua podre ubre,
Cativo em seu culto lúgubre;
Mas, não obstante, me exponho
Ao legítimo sonho:
A tua suja carícia...
Faz da pureza, a malícia.
Em meu sangue ela se banha.
Não fecho os olhos, não ouso.
O teu veneno gostoso,
Seu licor doce de aranha;
Retrata a teia castanha,
Essa terrível notícia...
Faz da pureza à malícia.
Ass: Wally
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