quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Soneto Carmesim

Eu lamento quando o pranto é vermelho
E de lágrimas que rasgam o meu rosto;
Deixa-me o interior aberto e exposto;
Imagem que recuso ver no espelho.

Transforma o maior homem num fedelho,
Trazendo-lhe o inverno teu de agosto;
Inverno que me faz tão indisposto
Que um frio beijo seu nunca aconselho.

Temeroso e perdido em seu cabelo;
Confuso, sem nenhuma direção;
Procuro a chave para poder tê-lo;

A chave de meu lar, seu coração.
Pensei ver o sol, vi carmesim, gelo.
Mas se amar sangra assim, sangra-me então.

Ass: Wally

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