terça-feira, 19 de abril de 2016

À M. P. A.

Nestes versos faço transposto
Esta dor que meu viver desacalma
Há quanto tempo nem vejo o rosto
Deste alguém que pede minh'alma?

Minha saudade tem nome bem-posto
a inicial dela, carrego na palma
E vou vivendo à luz do desgosto
lembrando de luzes tão áureas!

Que saudade de olhar para o rosto
De encanto que só o dela trás calma
A mim que distante, sem gosto
Desbravo os vazios d'alma?

A solidão é um vasto Oceano
De volumes tremendos de água
E pela perfidez do destino tirano
Preciso reencontrar tua aura!

Para acabar com as nódoas do engano
A tristeza, a vontade e a mágoa
De viver este amor tão insano
Reduzido em espumas tão alvas!

Para esquecer a dor e os danos
E acalmar as marés nada calmas
Eu preciso rever o teu rosto!
Eu preciso reencontrar tua alma!

O Poeta da Noite

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