Quando fitava o vasto rosto escuro
Do céu, com seus mil olhos ardentes,
Eram meus guias, aios e docentes,
Mostrando-me a alma e meu futuro.
Ah, mas como sentia-me seguro,
Sob o olhar dos vigias reluzentes,
Que secam minhas lágrimas cadentes.
Mas da chama tornei-me um vil perjuro;
Deixei o mar de infinita escuridão
Apagar estes olhos da esperança.
Choro e rezo, mas nunca me ouvirão.
Inutilmente, enquanto o medo avança,
Mas ainda rezo e espero, e espero em vão;
E choro, choro como uma criança.
Ass: Wally
Lindo. Parabéns!
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