sábado, 9 de setembro de 2017

Melancolia da Noite

Quando fitava o vasto rosto escuro
Do céu, com seus mil olhos ardentes,
Eram meus guias, aios e docentes,
Mostrando-me a alma e meu futuro.

Ah, mas como sentia-me seguro,
Sob o olhar dos vigias reluzentes,
Que secam minhas lágrimas cadentes.
Mas da chama tornei-me um vil perjuro;

Deixei o mar de infinita escuridão
Apagar estes olhos da esperança.
Choro e rezo, mas nunca me ouvirão.

Inutilmente, enquanto o medo avança,
Mas ainda rezo e espero, e espero em vão;
E choro, choro como uma criança.

Ass: Wally

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