A grama, airosa; as folhas, longas.
A lua, amena, sobre o céu.
Ouvia o som distante de ondas,
E via um rosto sob um véu.
Serena, em meio à clareira,
Cantando para a fauna em paz,
Opondo todas coisas más.
Com leves passos, é ligeira,
Dançando em volta da cidreira,
E seu cabelo logo atrás.
E lá ficava a face bela,
Brilhando como forte estrela.
E lá fiquei, querendo tê-la;
Querendo apenas beijo dela.
Daria o mundo à donzela
Se para sempre fosse vê-la.
De súbito ela foi-se embora,
Fugindo para o seu recanto.
Levou consigo todo encanto,
Total prazer que havia outrora.
Levou consigo fauna e flora
E o beijo que queria tanto.
Chorando pelo amor ausente,
A flora agora não me aceita;
A fauna agora está suspeita;
E não podia ir em frente.
Mas quando a vi, gritei contente:
"Júlia! Júlia!"
E então parou e me olhou, perfeita.
Então, enfim, um forte abraço.
E disse: "não me deixe em vão!"
E Júlia disse: "Siga meu passo!
E nunca largue minha mão."
Ass: Wally
Vou sempre segurar sua mão. Te amo!
ResponderExcluirNunca vou soltá-la. Te amo!
Excluir