terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Segure Sempre Minha Mão

A grama, airosa; as folhas, longas.
A lua, amena, sobre o céu.
Ouvia o som distante de ondas,
E via um rosto sob um véu.

Serena, em meio à clareira,
Cantando para a fauna em paz,
Opondo todas coisas más.
Com leves passos, é ligeira,
Dançando em volta da cidreira,
E seu cabelo logo atrás.

E lá ficava a face bela,       
Brilhando como forte estrela.
E lá fiquei, querendo tê-la;
Querendo apenas beijo dela.
Daria o mundo à donzela       
Se para sempre fosse vê-la.  

De súbito ela foi-se embora,
Fugindo para o seu recanto.    
Levou consigo todo encanto,    
Total prazer que havia outrora.
Levou consigo fauna e flora   
E o beijo que queria tanto.    

Chorando pelo amor ausente,
A flora agora não me aceita;
A fauna agora está suspeita;
E não podia ir em frente.
Mas quando a vi, gritei contente:
"Júlia! Júlia!"
E então parou e me olhou, perfeita.

Então, enfim, um forte abraço.
E disse: "não me deixe em vão!"
E Júlia disse: "Siga meu passo!
E nunca largue minha mão."

Ass: Wally

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