Amo rum, conhaque, cerveja preta
Amo vinho, uísque e cachaça
Amo carne de cordeiro - costeletas
Queijos, vinhos, carne de caça
A mulher bonita... ai que capeta
Não há razão que não embaraça
Amo a noite e musiquetas
Tudo que a boa vista embaça
E não há nada que amorteça
Esta sina que me abraça
Esta alma de poeta
Virtude e desgraça
Amo tudo que do excesso
Em excesso, prazer nasça
O Poeta da Noite
terça-feira, 19 de abril de 2016
À M. P. A.
Nestes versos faço transposto
Esta dor que meu viver desacalma
Há quanto tempo nem vejo o rosto
Deste alguém que pede minh'alma?
Minha saudade tem nome bem-posto
a inicial dela, carrego na palma
E vou vivendo à luz do desgosto
lembrando de luzes tão áureas!
Que saudade de olhar para o rosto
De encanto que só o dela trás calma
A mim que distante, sem gosto
Desbravo os vazios d'alma?
A solidão é um vasto Oceano
De volumes tremendos de água
E pela perfidez do destino tirano
Preciso reencontrar tua aura!
Para acabar com as nódoas do engano
A tristeza, a vontade e a mágoa
De viver este amor tão insano
Reduzido em espumas tão alvas!
Para esquecer a dor e os danos
E acalmar as marés nada calmas
Eu preciso rever o teu rosto!
Eu preciso reencontrar tua alma!
O Poeta da Noite
Esta dor que meu viver desacalma
Há quanto tempo nem vejo o rosto
Deste alguém que pede minh'alma?
Minha saudade tem nome bem-posto
a inicial dela, carrego na palma
E vou vivendo à luz do desgosto
lembrando de luzes tão áureas!
Que saudade de olhar para o rosto
De encanto que só o dela trás calma
A mim que distante, sem gosto
Desbravo os vazios d'alma?
A solidão é um vasto Oceano
De volumes tremendos de água
E pela perfidez do destino tirano
Preciso reencontrar tua aura!
Para acabar com as nódoas do engano
A tristeza, a vontade e a mágoa
De viver este amor tão insano
Reduzido em espumas tão alvas!
Para esquecer a dor e os danos
E acalmar as marés nada calmas
Eu preciso rever o teu rosto!
Eu preciso reencontrar tua alma!
O Poeta da Noite
sábado, 9 de abril de 2016
-- A Poesia Vermelha --
Quero escrever-te poesia vermelha
Em papel negro, com o meu sangue
Versos que liberem fogo e centelha
da chama vermelha deste ardor
Quero beijar-te dos pés à orelha
e da boca vermelha beber do licor
Que tem palato que mais se assemelha
às frutas vermelhas de mel e frescor
Quero escrever-te poesia escarlate
Eleger nova arte para teu esplendor
Com poesia que me corre nas veias
Rosas vermelhas que pulsam calor
Quero escrever-te em rubras letras
Os versos de fogo do meu interior
Para acalmar as labaredas
As chamas vermelhas do meu amor
O Poeta da Noite
Em papel negro, com o meu sangue
Versos que liberem fogo e centelha
da chama vermelha deste ardor
Quero beijar-te dos pés à orelha
e da boca vermelha beber do licor
Que tem palato que mais se assemelha
às frutas vermelhas de mel e frescor
Quero escrever-te poesia escarlate
Eleger nova arte para teu esplendor
Com poesia que me corre nas veias
Rosas vermelhas que pulsam calor
Quero escrever-te em rubras letras
Os versos de fogo do meu interior
Para acalmar as labaredas
As chamas vermelhas do meu amor
O Poeta da Noite
Vozes da Noite
Ó Volumosas, caudalosas, escandalosas
Vertiginosas, tempestuosas, incensantes vozes
Que mo chegam aos ouvidos flutuosas
Em espirais de palavras tão nervosas;
Ó intrigantes, lancinantes, aterrorizantes vozes,
Mo suspendem, mo elevam sinuosas
Em vórtices de negra energia cósmica;
Ó horripilantes, intrigantes, agonizantes vozes
Palavas, súplicas, queixas lamuriosas
Confissões, visões, narrativas perigosas,
Vozes de vítimas que culpam seus algozes
Cântico de virgens vaporosas...
Mo acariciam, mo beijam carinhosas
Depois, transmutam em bestas monstruosas
Ó rodopiantes, apavorantes, emudecedoras vozes
Mo sugam, mo usam criminosas
em narrativa, verso e prosa...
Vozes de poetas já vividos...
Dos amores não cumpridos
Dos que não foram ouvidos
Ó delirantes, rodopiantes, trêmulas vozes
Meu coração anoitecido, jaz há muito envolvido
Ó pecaminosas, viciosas, tuberculosas vozes
horripilantes, angustiantes, fascinantes vozes
Minh'alma enegrecida, jaz há muito embebida
Ó terríveis, horríveis, pálidas vozes
Magníficas, demoníacas, escuras vozes
O Poeta das Sombras
Vertiginosas, tempestuosas, incensantes vozes
Que mo chegam aos ouvidos flutuosas
Em espirais de palavras tão nervosas;
Ó intrigantes, lancinantes, aterrorizantes vozes,
Mo suspendem, mo elevam sinuosas
Em vórtices de negra energia cósmica;
Ó horripilantes, intrigantes, agonizantes vozes
Palavas, súplicas, queixas lamuriosas
Confissões, visões, narrativas perigosas,
Vozes de vítimas que culpam seus algozes
Cântico de virgens vaporosas...
Mo acariciam, mo beijam carinhosas
Depois, transmutam em bestas monstruosas
Ó rodopiantes, apavorantes, emudecedoras vozes
Mo sugam, mo usam criminosas
em narrativa, verso e prosa...
Vozes de poetas já vividos...
Dos amores não cumpridos
Dos que não foram ouvidos
Ó delirantes, rodopiantes, trêmulas vozes
Meu coração anoitecido, jaz há muito envolvido
Ó pecaminosas, viciosas, tuberculosas vozes
horripilantes, angustiantes, fascinantes vozes
Minh'alma enegrecida, jaz há muito embebida
Ó terríveis, horríveis, pálidas vozes
Magníficas, demoníacas, escuras vozes
O Poeta das Sombras
Letícia Vampira
"A estonteante beleza de Letícia
Que certa noite pude ver
Deixou forte impressão
desde então... no meu ser".
Já para a noite o Crepúsculo descambara
Pela negra floresta de íngremes colinas
por enormes pinheiros, robustez verdejante
Já se insinuava a espessa neblina...
Os ventos do inverno com seu ar congelante
Uivavam céleres por entre os rochedos
Pendia da relva um dilúvio constante
de folhas cadentes a chover d'arvoredos
Vejo um jovem que vem pela floresta
Como um espectro em vapores de gelo
etérea visão de névoa e de bruma
A luz da lua em seus louros cabelos
Sobre os aromas da mata profunda
Distante de mim fiquei eu a ver
A pálida moça em meio a penumbra
Cegando meus olhos, prendendo meu ser
Como é estarrecedor a visão incorpórea
Da pálida moça de névoa e de neve
Como é altivo o semblante do rosto
A beleza do rosto de traço leve
Como é formoso o matiz perolado
O amarelo, o dourado dos fios de cabelo
Como é lascivo o desejo do gosto
De beijar o pescoço da moça que segue
Noite gélida... Floresta escura...
Escondem-se na mata mais doidos medos
Por que não temes a intensa negrura?
Por que não te gela a ponta dos dedos
Pia a coruja... Noite sombria!
Jovem da noite qual é teu segredo?
Não te amedronta as criaturas
Que saem de noite e não dormem cedo?
Parou, sonambúlica visão que ia e vinha
E quanto mais o luar prateava
mais o estupor me envolvia...
Idílica imagem do inconsciente
Fitaram meus olhos, seus olhos ardentes
E no pálido rosto, o mais belo existente
Formou-se sorriso vermelho... doente!
E tão logo parou-se subitamente...
Sumiu na mata, a moça... de repente
Noite gélida! floresta sombria
A noite é escura e tem seus segredos
Sinto duas presas penetrar o pescoço
Num elo tão tênue de gozo e de medo
Era a jovem da noite de pele tão fria
Recostar junto a mim e beber do meu gosto
E quanto mais o luzir sucumbia
Mais eu queria beijar o seu rosto
Se isto é morrer... por que eu vivia?
Se a morte é tão doce e com tanta frescura
Se vão sumindo as agonias
E vão me envolvendo as trevas escuras...
E nos últimos suspiros... vi um clarão
E vi Letícia sobre a escuridão
ela sorriu... tão linda e então...
Bateu pela última vez o meu coração
O Poeta da Noite
Que certa noite pude ver
Deixou forte impressão
desde então... no meu ser".
Já para a noite o Crepúsculo descambara
Pela negra floresta de íngremes colinas
por enormes pinheiros, robustez verdejante
Já se insinuava a espessa neblina...
Os ventos do inverno com seu ar congelante
Uivavam céleres por entre os rochedos
Pendia da relva um dilúvio constante
de folhas cadentes a chover d'arvoredos
Vejo um jovem que vem pela floresta
Como um espectro em vapores de gelo
etérea visão de névoa e de bruma
A luz da lua em seus louros cabelos
Sobre os aromas da mata profunda
Distante de mim fiquei eu a ver
A pálida moça em meio a penumbra
Cegando meus olhos, prendendo meu ser
Como é estarrecedor a visão incorpórea
Da pálida moça de névoa e de neve
Como é altivo o semblante do rosto
A beleza do rosto de traço leve
Como é formoso o matiz perolado
O amarelo, o dourado dos fios de cabelo
Como é lascivo o desejo do gosto
De beijar o pescoço da moça que segue
Noite gélida... Floresta escura...
Escondem-se na mata mais doidos medos
Por que não temes a intensa negrura?
Por que não te gela a ponta dos dedos
Pia a coruja... Noite sombria!
Jovem da noite qual é teu segredo?
Não te amedronta as criaturas
Que saem de noite e não dormem cedo?
Parou, sonambúlica visão que ia e vinha
E quanto mais o luar prateava
mais o estupor me envolvia...
Idílica imagem do inconsciente
Fitaram meus olhos, seus olhos ardentes
E no pálido rosto, o mais belo existente
Formou-se sorriso vermelho... doente!
E tão logo parou-se subitamente...
Sumiu na mata, a moça... de repente
Noite gélida! floresta sombria
A noite é escura e tem seus segredos
Sinto duas presas penetrar o pescoço
Num elo tão tênue de gozo e de medo
Era a jovem da noite de pele tão fria
Recostar junto a mim e beber do meu gosto
E quanto mais o luzir sucumbia
Mais eu queria beijar o seu rosto
Se isto é morrer... por que eu vivia?
Se a morte é tão doce e com tanta frescura
Se vão sumindo as agonias
E vão me envolvendo as trevas escuras...
E nos últimos suspiros... vi um clarão
E vi Letícia sobre a escuridão
ela sorriu... tão linda e então...
Bateu pela última vez o meu coração
O Poeta da Noite
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