quarta-feira, 6 de julho de 2016

Mistério Part 2

Talvez vc não me perdeu,
apenas deixou em aberto..
aprendi a entender seus momentos escuros
e lidar com os momentos incertos

O meu plano era claro, me trancar naquele quarto
só meu note, minha mente, tereré e meu caderno
e só sair com a carteirinha de advogado,
pronto pra entrar no castelo

e você me chamou pra sai...ir
respeitou meus defeitos, aplaudiu minha fé
disse que podia ser a pé pra tomar só um suco
e eu de tão burro duvidei do que é certo!

você desistiu de mim, depois que alcancei o
sucesso, agora eu te quero, estou indo atrás
e algo te impede, parece que já não quer mais
e eu penso aqui se te esqueço, ou se deixo...

digamos que eu não te esqueci,
apenas deixei em aberto...
te vi de vermelho, tive um preceito,
senti o desejo, te levar a sério


meu coração se abriu, me senti sonso,
e me senti pronto pra desvendar o mistério
e você inventou de fugir...
e de longe eu te olhei de perto

a dúvida é o que mantem a esperança
em aberto, o sentimento é incerto
te esquecer vai ser péssimo, talvez seja
o certo, mas jamais o que eu quero!

por Chaves

terça-feira, 19 de abril de 2016

Virtude e Desgraça

Amo rum, conhaque, cerveja preta
Amo vinho, uísque e cachaça
Amo carne de cordeiro - costeletas
Queijos, vinhos, carne de caça

A mulher bonita... ai que capeta
Não há razão que não embaraça
Amo a noite e musiquetas
Tudo que a boa vista embaça

E não há nada que amorteça
Esta sina que me abraça
Esta alma de poeta

Virtude e desgraça
Amo tudo que do excesso
Em excesso, prazer nasça

O Poeta da Noite 

À M. P. A.

Nestes versos faço transposto
Esta dor que meu viver desacalma
Há quanto tempo nem vejo o rosto
Deste alguém que pede minh'alma?

Minha saudade tem nome bem-posto
a inicial dela, carrego na palma
E vou vivendo à luz do desgosto
lembrando de luzes tão áureas!

Que saudade de olhar para o rosto
De encanto que só o dela trás calma
A mim que distante, sem gosto
Desbravo os vazios d'alma?

A solidão é um vasto Oceano
De volumes tremendos de água
E pela perfidez do destino tirano
Preciso reencontrar tua aura!

Para acabar com as nódoas do engano
A tristeza, a vontade e a mágoa
De viver este amor tão insano
Reduzido em espumas tão alvas!

Para esquecer a dor e os danos
E acalmar as marés nada calmas
Eu preciso rever o teu rosto!
Eu preciso reencontrar tua alma!

O Poeta da Noite

sábado, 9 de abril de 2016

-- A Poesia Vermelha --

Quero escrever-te poesia vermelha
Em papel negro, com o meu sangue
Versos que liberem fogo e centelha
da chama vermelha deste ardor

Quero beijar-te dos pés à orelha
e da boca vermelha beber do licor
Que tem palato que mais se assemelha
às frutas vermelhas de mel e frescor

Quero escrever-te poesia escarlate
Eleger nova arte para teu esplendor
Com poesia que me corre nas veias
Rosas vermelhas que pulsam calor

Quero escrever-te em rubras letras
Os versos de fogo do meu interior
Para acalmar as labaredas
As chamas vermelhas do meu amor

O Poeta da Noite 

Vozes da Noite

Ó Volumosas, caudalosas, escandalosas
Vertiginosas, tempestuosas, incensantes vozes
Que mo chegam aos ouvidos flutuosas
Em espirais de palavras tão nervosas;
Ó intrigantes, lancinantes, aterrorizantes vozes,
Mo suspendem, mo elevam sinuosas
Em vórtices de negra energia cósmica;

Ó horripilantes, intrigantes, agonizantes vozes
Palavas, súplicas, queixas lamuriosas
Confissões, visões, narrativas perigosas,
Vozes de vítimas que culpam seus algozes
Cântico de virgens vaporosas...
Mo acariciam, mo beijam carinhosas
Depois, transmutam em bestas monstruosas

Ó rodopiantes, apavorantes, emudecedoras vozes
Mo sugam, mo usam criminosas
em narrativa, verso e prosa...
Vozes de poetas já vividos...
Dos amores não cumpridos
Dos que não foram ouvidos
Ó delirantes, rodopiantes, trêmulas vozes

Meu coração anoitecido, jaz há muito envolvido
Ó pecaminosas, viciosas, tuberculosas vozes
horripilantes, angustiantes, fascinantes vozes
Minh'alma enegrecida, jaz há muito embebida
Ó terríveis, horríveis, pálidas vozes
Magníficas, demoníacas, escuras vozes

O Poeta das Sombras 

Letícia Vampira

"A estonteante beleza de Letícia
Que certa noite pude ver
Deixou forte impressão
desde então... no meu ser".

Já para a noite o Crepúsculo descambara
Pela negra floresta de íngremes colinas
por enormes pinheiros, robustez verdejante
Já se insinuava a espessa neblina...
Os ventos do inverno com seu ar congelante
Uivavam céleres por entre os rochedos
Pendia da relva um dilúvio constante
de folhas cadentes a chover d'arvoredos

Vejo um jovem que vem pela floresta
Como um espectro em vapores de gelo
etérea visão de névoa e de bruma
A luz da lua em seus louros cabelos
Sobre os aromas da mata profunda
Distante de mim fiquei eu a ver
A pálida moça em meio a penumbra
Cegando meus olhos, prendendo meu ser

Como é estarrecedor a visão incorpórea
Da pálida moça de névoa e de neve
Como é altivo o semblante do rosto
A beleza do rosto de traço leve
Como é formoso o matiz perolado
O amarelo, o dourado dos fios de cabelo
Como é lascivo o desejo do gosto
De beijar o pescoço da moça que segue

Noite gélida... Floresta escura...
Escondem-se na mata mais doidos medos
Por que não temes a intensa negrura?
Por que não te gela a ponta dos dedos
Pia a coruja... Noite sombria!
Jovem da noite qual é teu segredo?
Não te amedronta as criaturas
Que saem de noite e não dormem cedo?

Parou, sonambúlica visão que ia e vinha
E quanto mais o luar prateava
mais o estupor me envolvia...
Idílica imagem do inconsciente
Fitaram meus olhos, seus olhos ardentes
E no pálido rosto, o mais belo existente
Formou-se sorriso vermelho... doente!
E tão logo parou-se subitamente...
Sumiu na mata, a moça... de repente

Noite gélida! floresta sombria
A noite é escura e tem seus segredos
Sinto duas presas penetrar o pescoço
Num elo tão tênue de gozo e de medo
Era a jovem da noite de pele tão fria
Recostar junto a mim e beber do meu gosto
E quanto mais o luzir sucumbia
Mais eu queria beijar o seu rosto

Se isto é morrer... por que eu vivia?
Se a morte é tão doce e com tanta frescura
Se vão sumindo as agonias
E vão me envolvendo as trevas escuras...
E nos últimos suspiros... vi um clarão
E vi Letícia sobre a escuridão
ela sorriu... tão linda e então...
Bateu pela última vez o meu coração

O Poeta da Noite

segunda-feira, 28 de março de 2016

Anjos e Demônios

O amor é um segredo e nem vestida de vermelho,
nem vestida de amarelo, já não tenho mais princesa,
explodiram meu castelo

Não sei mais amar, estou perdido em uma ilha a
se explorar, igual Sayd,

O mal se apoderou de mim e num quer mais
me soltar,
converso mais com o inimigo e já
to intimo...
de noite na madrugada ele vem me buscar
e agora até de dia, já sabe onde eu moro
e me vigia

Eu desliguei minha humanidade, mas
eu sei que sou do bem
tipo o Stefan, não desiste de mim,
meu bem

Eu sei ce se preocupa com minha face calibam,
o foda é que eu também preocupo e "tha nã nã nam",
posto foto no istagram pra disfarçar minha aflição
ce ta ligado eu já não tenho coração

eu sou um homem que perdeu sua emoção,
eu sinto falta de mim mesmo, eu me preocupo,
eu me pergunto, eu sinto falta do Senhor
eu queria te procurar! eu fico ensaiando um
jeito de voltar a rezar,
mas eu sou meio impuro e tenho vergonha
do tanto de coisa que Cê vai ter que perdoar

talvez os anjos ainda briguem por mim
nessa guerra, mas os demônios tão levando
a melhor nesse cabo de guerra,

a misericórdia do Senhor se renova a cada dia
e eu já perdi as contas de quantas vezes por dia
pedia perdão e logo em seguida entrava em contradição
eu já não peço mais perdão, perdi a coragem
de falar a verdade e não ter capacidade de manter
a ombridade

"ce sabe eu já num tenho coração"
meu coração já foi achado duas vezes é
tipo uma fita de video game zerado e num tem
como jogar mais,

é tudo um prêmio de consolação, eu esperei por
muito tempo, eu quis estar, sonhei com ela,
eu tentei ser, marido dela
e ainda me lembro recebendo a ligação...

tudo tem uma razão, eu sei como tudo começou,
tudo tem explicação, mas meu Deus
eu não sou isso, por que disso? e que tipo
de pessoa tenho sido, isso não tem
comparação

que aflição, eu preciso de perdão
e sei os anjos já nem brigam mais por mim,
eu sei que o inimigo já acampou no meu coxão
eu sou impuro e não mereço teu perdão,
vou tentar me inspirar no Centurião
lá de Cafarnaum, dizem que a cidade era do mal
mas talvez nem se compare ao meu estágio atual

to num estágio de morte em vida, aqueles dias
que você fica proibido de morrer e tem que estar
sempre ligado pra num pegar o barco errado
em direção ao sul da existência, onde
a eternidade é tensa e lá não tem compreensão

por Chaves

domingo, 28 de fevereiro de 2016

É Tudo Um Premio de Consolação

Escuto tua voz a me chamar e te vejo,
eu te vejo e penso em você, penso
em como desejei teus carinhos, em como almejei
teu amor, em como aguardei os teus beijos
deitado eu estive a tua espera

cheguei a tirar minha roupa e te esperar em baixo do
edredom, você me iludia, enganava, dizia que viria,
mas era muito ocupada, outra vez adormeci sem você

Durante um tempo eu desejei tuas palavras de carinho,
queria que você me assumisse, desejei sozinho,
lutei por algo impossível, te amei e te quis
mais até do que seja possível

Ah como eu aguardei você! eu dirigia e esperava sua mão
deslizando em meu ombro, aguardava um beijinho
no rosto, um carinho no pescoço, que deitasse
em meu colo, que me olhasse nos olhos...

ah como eu te aguardei deitado naquela cama,
contra o sono eu lutei, sonhando com a epifania
do dia em que nos conhecemos.. desejei tanto
que me amasse como naquele dia, esperei tanto por isso,
outra vez adormeci, você não apareceu outra vez

Aprendi a viver pelas sombras e lá me encontrei,
a floresta é um labirinto, eu sei o caminho,
não estou perdido, porem não pretendo me achar,
eu sei o caminho, mas o que fazer quando finalmente chegar lá?

você estava ocupada demais pra me abraçar e agora diz
que sente minha falta, que quer me amar, que pensa na gente,
que quer um lugar pra gente dormir, que sonha em encostarr
tua cabecinha em meu peito e adormecer em cima do meu coração

ai meu Deus que destino trágico! a verdade é que te amo
e te amar é um pecado!
ai meu Deus que destino trágico! como dormir contigo, moça,
se não pode ser no meu quarto?

Quando ainda existia o nosso quarto, você não me queria,
fotos eu queria tirar com você, você nunca podia,
de que adianta agora postar fotos com lindas declarações?
Só me respondi o que adianta?

estou condenado pra sempre! posso até ser feliz, mas nunca mais
serei completo, só tu é a Baby, só tu! porem, a Baby nunca me amou,
assim como qualquer linda moça tão apaixonada que me faça de tudo
nunca será o bastante pois nunca será a Baby, você também não é a
Baby, não importa o que faça, a Baby nunca me amou!
de uma forma ou de outra, estou condenado, é tudo um prêmio de consolação.

por: Chaves

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Insalubre Carícia

O vilancete insalubre
Faz do desgosto, a delícia;
Faz da pureza, a malícia.

Prende-me o teu ser medonho;
Mamo na sua podre ubre,
Cativo em seu culto lúgubre;
Mas, não obstante, me exponho
Ao legítimo sonho:
A tua suja carícia...
Faz da pureza, a malícia.

Em meu sangue ela se banha.
Não fecho os olhos, não ouso.
O teu veneno gostoso,
Seu licor doce de aranha;
Retrata a teia castanha,
Essa terrível notícia...
Faz da pureza à malícia.

Ass: Wally

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Soneto Carmesim

Eu lamento quando o pranto é vermelho
E de lágrimas que rasgam o meu rosto;
Deixa-me o interior aberto e exposto;
Imagem que recuso ver no espelho.

Transforma o maior homem num fedelho,
Trazendo-lhe o inverno teu de agosto;
Inverno que me faz tão indisposto
Que um frio beijo seu nunca aconselho.

Temeroso e perdido em seu cabelo;
Confuso, sem nenhuma direção;
Procuro a chave para poder tê-lo;

A chave de meu lar, seu coração.
Pensei ver o sol, vi carmesim, gelo.
Mas se amar sangra assim, sangra-me então.

Ass: Wally